Uma religião de resistência
A Umbanda nasce no encontro entre culturas oprimidas. Não é neutra diante da injustiça. Racismo, machismo, LGBTfobia, pobreza estrutural — nenhuma dessas violências é compatível com os ensinamentos dos Orixás e guias.
Racismo religioso
Ataques a terreiros continuam. Denunciar é dever de todo umbandista. Existem canais (Ministério Público, Delegacia de Crimes Raciais, ONGs de matriz africana).
Diversidade
- Orixás femininos poderosos → base para respeito às mulheres.
- Pombogiras → base para respeito à liberdade feminina e sexual.
- Guias historicamente marginalizados → base para acolher LGBTQIA+.
- Pretos-Velhos → base para respeitar afrodescendentes e povos originários.
Casa umbandista que discrimina contradiz sua própria fé.
Ação concreta
- Distribuir cestas em datas especiais.
- Apoiar comunidades atacadas.
- Educar sobre a religião (combate à intolerância).
- Votar consciente em quem defenda a laicidade do Estado.
- Preservar patrimônio (imagens, terreiros antigos, receitas rituais).
Cuidado
Engajamento não é partidarismo dentro da gira. A casa não é palanque. Mas o umbandista, como cidadão, tem posições — e é responsável por defender direitos.